A Igreja Ortodoxa,
explicada com clareza.
A Igreja Ortodoxa Oriental é uma comunhão mundial enraizada na fé apostólica, centrada em Jesus Cristo e vivida através da Escritura, do culto, dos sacramentos, da oração e da vida paroquial.
O que é a
Igreja Ortodoxa?
O cristianismo ortodoxo entende a Igreja como o Corpo histórico de Cristo que se reúne para o culto: uma só fé recebida dos apóstolos e expressa em igrejas locais unidas na doutrina, nos sacramentos e na comunhão. «Ortodoxa oriental» distingue historicamente esta comunhão; não designa uma religião separada do cristianismo.
Estes guias com ligações para as fontes explicam crenças e práticas, mas a leitura na Internet não substitui o culto, a vida sacramental ou a conversa com um sacerdote ortodoxo canónico.
Uma primeira orientação clara sobre o cristianismo ortodoxo
Comece pelo centro da fé antes de passar a perguntas específicas ou comparações.
O que é o cristianismo ortodoxo oriental?
O cristianismo ortodoxo oriental é a antiga fé cristã apostólica vivida numa comunhão mundial de igrejas locais. Confessa a Santíssima Trindade e Jesus Cristo como plenamente Deus e plenamente humano, recebe a Escritura dentro da Santa Tradição e centra a sua vida na oração, no arrependimento e na Eucaristia.
Leia o guia 02 a IgrejaA Igreja Ortodoxa é a Igreja cristã original?
A Igreja Ortodoxa entende-se como a continuação histórica da única Igreja fundada por Cristo, manifestada no Pentecostes e guiada pelos apóstolos. Não afirma que todos os costumes posteriores existissem sem alterações no primeiro século. Afirma a continuidade histórica da fé apostólica, da vida episcopal e sacramental, da doutrina conciliar, do culto e da comunhão.
Leia o guia 03 salvaçãoO que é a theosis?
A theosis é a participação real da pessoa humana na vida de Deus pela graça: unir-se a Deus e ser transformada à semelhança de Cristo, sem se tornar Deus por natureza. É a finalidade da criação e da salvação: comunhão, santidade e amor pelo Espírito Santo.
Leia o guiaEscritura, santos, Maria, ícones e salvação
Cada guia responde com respeito à objeção concreta e remete depois para a Escritura, a história e o ensino ortodoxo.
Os cristãos ortodoxos acreditam na «sola Scriptura»?
Esclareça a relação entre a Escritura e a Santa Tradição para compreender a autoridade e a unidade ortodoxas.
Leia o guia 02 santosPorque rezam os cristãos ortodoxos aos santos?
Os cristãos ortodoxos pedem aos santos que rezem por eles porque os santos estão vivos em Cristo e a Igreja é uma só comunhão que transcende a morte. Esta intercessão não substitui a oração a Deus nem torna os santos fontes de graça. Só Deus salva; os santos rezam como membros glorificados do Corpo de Cristo.
Leia o guia 03 MariaPorque honram os cristãos ortodoxos Maria?
Os cristãos ortodoxos honram Maria como Theotokos — Mãe de Deus — porque o Filho que deu à luz é uma só Pessoa, Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. É a primeira entre os santos e um modelo de resposta humana fiel. É venerada e pede-se a sua intercessão, mas nunca é adorada como divina.
Leia o guia 04 íconesPorque utilizam os cristãos ortodoxos ícones?
Os cristãos ortodoxos utilizam ícones porque o Filho invisível de Deus se tornou verdadeiramente visível e humano em Jesus Cristo. Os ícones dão testemunho da Encarnação e da comunhão dos santos. São venerados com honra, enquanto a adoração pertence apenas a Deus; a honra prestada a uma imagem passa para a pessoa representada.
Leia o guia 05 salvaçãoOs cristãos ortodoxos são salvos pela fé ou pelas obras?
Os cristãos ortodoxos são salvos pela graça de Deus mediante uma fé viva que atua pelo amor. As boas obras não compram a graça nem põem Deus em dívida; são o fruto, tornado possível pelo Espírito, da comunhão com Cristo. Por isso, a Ortodoxia recusa separar a confiança em Cristo do arrependimento, da obediência, da misericórdia, dos sacramentos e da transformação.
Leia o guiaO que recebem e praticam os cristãos ortodoxos
Conheça o culto e os mistérios como partes de uma mesma vida em Cristo, para além de costumes religiosos isolados.
Os ortodoxos creem que a Eucaristia é realmente o Corpo e o Sangue de Cristo?
Sim. A Igreja Ortodoxa recebe o pão e o vinho consagrados como o verdadeiro Corpo e o verdadeiro Sangue de Jesus Cristo, dados pelo Espírito Santo para a comunhão, o perdão, a cura e a vida eterna. A Ortodoxia não reduz a Eucaristia a uma recordação mental nem pretende explicar completamente o mistério através de um único mecanismo filosófico.
Leia o guia 02 sacramentosO que é a confissão ortodoxa e como me preparo?
Na confissão ortodoxa, a pessoa confessa os seus pecados a Deus na presença de um sacerdote, que serve como testemunha, pastor e ministro sacramental do perdão de Cristo. Preparar-se significa arrepender-se sinceramente, não elaborar uma lista perfeita, e ter a intenção real de mudar de rumo, reparar o dano quando possível e receber orientação.
Leia o guia 03 sacramentosPorque batizam os ortodoxos as crianças pequenas?
Explique a prática da Igreja para que as famílias compreendam o batismo como entrada na comunidade da aliança e participação em Cristo.
Leia o guia 04 cultoO que esperar da sua primeira Liturgia ortodoxa
É bem-vindo a uma Divina Liturgia ortodoxa. Vista-se com modéstia, chegue um pouco antes, fique de pé ou sente-se conforme as suas possibilidades e, se desejar, limite-se a observar. Não receba a Santa Comunhão a menos que seja um cristão ortodoxo preparado para a receber; pode perguntar pelas práticas locais relativas ao pão abençoado e a outros gestos.
Leia o guiaOrtodoxos, protestantes e católicos
Comece pelo que cada tradição realmente ensina, identifique os pontos de acordo e as diferenças reais e aprofunde depois as perguntas.
O que implica realmente tornar-se ortodoxo?
Visite uma paróquia, conheça um sacerdote, aprenda com paciência e deixe que a Igreja oriente o ritmo. O caminho é pessoal, mas não tem de o percorrer sozinho.
Conheça o caminho para a IgrejaFaça da aprendizagem um hábito diário.
Leve consigo a Escritura, a oração, os santos, as leituras diárias e a formação orientada da tradição ortodoxa, sempre ao serviço de uma vida real na Igreja.
