O que são o batismo e a crismação

O batismo ortodoxo é participação na morte e ressurreição de Cristo, novo nascimento pela água e pelo Espírito e entrada na Igreja. A crismação segue-se como selo do dom do Espírito Santo, por vezes chamado um Pentecostes pessoal. Na iniciação ortodoxa habitual, estão unidos e conduzem à Eucaristia.

Para uma pessoa não batizada, o caminho é claro: a catequese culmina no batismo, na crismação e na Comunhão. As perguntas surgem quando alguém que se converte já recebeu um batismo noutra comunidade cristã.

Porque pode variar a prática

Os bispos ortodoxos aplicam princípios canónicos e pastorais à realidade do batismo cristão anterior. Alguns recebem, pela confissão de fé e pela crismação, uma pessoa batizada com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Noutras circunstâncias ou jurisdições, pode ser indicado o batismo.

Esta variação não dá licença para escolher por conta própria. A pessoa é recebida pela Igreja, não por escolher o argumento da Internet que lhe pareça mais convincente. O bispo canónico tem autoridade para orientar o seu clero; o sacerdote paroquial aplica essa orientação ao caso individual.

O que o seu sacerdote precisará de saber

  • Se foi usada água e que palavras foram pronunciadas.
  • A comunidade cristã e o ministro que celebraram o rito.
  • Se tem um certificado, um registo ou testemunhas fiáveis.
  • Qualquer fórmula invulgar ou crença não trinitária relacionada com o batismo.
  • A sua história sacramental completa, partilhada com sinceridade, não de forma estratégica.

A crismação significa que a ortodoxia aprova tudo o que veio antes?

Não. A receção por crismação não declara que a comunhão anterior da pessoa e a Igreja Ortodoxa sejam intercambiáveis. É o ato pastoral e canónico do bispo pelo qual recebe uma pessoa concreta na plenitude da vida sacramental ortodoxa.

Do mesmo modo, o batismo na receção não deve ser usado para ridicularizar a fé sincera que a pessoa tinha antes nem para alimentar discussões entre convertidos. Em qualquer das formas, a receção é misericórdia de Deus e acolhimento da Igreja, chamando o novo membro à humildade.

A pergunta que convém levar

Em vez de perguntar «Que opção prova que tenho razão?», pergunte «Como está a Igreja a receber-me e como posso preparar-me com fidelidade?». Leve documentos, ouça o seu sacerdote e deixe que a orientação do bispo resolva a questão.

A tarefa principal é preparar-se para a vida que se segue: oração, Comunhão, confissão, jejum, serviço e amor. O rito de receção é santo e decisivo, mas é a porta para uma conversão que dura toda a vida.

Se alguém na Internet pressionar para exigir uma forma de receção, faça uma pausa nessa conversa. A preparação sacramental deve crescer na confiança com a Igreja concreta que o recebe, não através de comparações públicas nem pelo receio de que a graça de Deus dependa de vencer uma discussão.

Fontes e leituras complementares